A história da Porto Vivo, SRU começa em 2004 com a sua fundação, com o objetivo de promover a reabilitação urbana no Porto. Entre os anos de 2004 e 2018, a Porto Vivo, SRU foi responsável por gerir e fiscalizar toda a área da ARU (Área de Reabilitação Urbana). Em 2018, a Câmara Municipal do Porto voltou a assumir essas competências, que se encontravam delegadas à Porto Vivo, SRU — com exceção das Unidades de Intervenção com Documento Estratégico aprovado. A 6 de março de 2019, a Assembleia Geral da Porto Vivo, SRU aprovou novos estatutos (com base em propostas da Câmara e da Assembleia Municipal), que permitem voltar a delegar à Porto Vivo, SRU algumas competências inerentes à coordenação e gestão da reabilitação urbana, com exceção das relativas à gestão urbanística e fiscalização.
Em reuniões públicas da Câmara (a 28 de junho de 2019) e da Assembleia Municipal (a 8 de julho de 2019), a Porto Vivo, SRU foi designada entidade gestora da reabilitação da ORU do Centro Histórico do Porto, a primeira Operação de Reabilitação Urbana Sistemática, tendo-lhe sido delegados os poderes correspondentes, com exceção das competências urbanísticas, como o licenciamento, a admissão de comunicações prévias de operações urbanísticas, as autorizações de utilização e a fiscalização.
No âmbito da ORU do Centro Histórico do Porto, atualmente são contabilizadas 36 edificações reabilitadas ou em processo de reabilitação pela Porto Vivo, SRU, dos quais 22 já estão com concluídas, 5 estão em obras, 4 já estão em fase de projeto concluído e 5 ainda estão em projeto em curso.

Operação D, Projeto 5A
Status: Concluído
Foi realizado uma intervenção no Morro da Sé, num conjunto de 2 edifícios interdependentes sitos na Rua dos Mercadores 176 a 184, um dos principais eixos viários e comerciais da época medieval, uma artéria com edifícios de boa qualidade e construções em pedra. Devido ao estado de completa ruína em que se encontravam as duas parcelas, pouco houve a aproveitar para além das paredes meeiras em pedra, e que se mantiveram, preservando a identidade de cada parcela.
A obra foi mais um passo na concretização de uma estratégia de reabilitação urbana, que visa a reabilitação do conjunto patrimonial do edificado e a revitalização social e económica deste território.
FACHADA

ANTES
ESPAÇOS COMUNS

ANTES
ESPAÇOS INTERNOS

ANTES

DEPOIS

DEPOIS

DEPOIS
Este projeto, faz parte de um conjunto de intervenções realizadas no Morro da Sé no quadro do Programa de Realojamento, de forte impacto no tecido urbano e na comunidade, que permitiu transformar e qualificar 28 edifícios, dotando-os de condições de habitabilidade próprias do século XXI. Não se pode ignorar a valia social que a requalificação aporta à cidade, engrossando a oferta existente no mercado de arrendamento acessível.
Operação D, Projeto 5B
Status: Concluído
A Porto Vivo, SRU também procedeu à reabilitação de um conjunto de 2 edifícios independentes sitos na Rua de Sant’Ana 43 a 45 e Rua da Banharia 2 a 8, inserindo-se num quarteirão para qual, em 2007, foi aprovada a Unidade de Intervenção (UI) do Quarteirão do Seminário. Localiza-se em dois eixos medievais exíguos definidos pelo conjunto de fachadas continuo de casas em granito do séc.XV, de valor patrimonial excecional e que marcam a leitura desta malha urbana.
A reabilitação foi concretizada num local que aporta à intervenção uma especial responsabilidade, onde é imperativo harmonizar passado, presente e futuro. Significa isto que importa conciliar a vertente de impacto visual e da identidade, com a vertente funcional, com condições de habitabilidade e salubridade.
FACHADA

ANTES
INTERIOR DAS HABITAÇÕES

ANTES

ANTES

DEPOIS

DEPOIS

DEPOIS
Este projeto faz parte de um conjunto de intervenções realizadas no Morro da Sé, no âmbito de um Programa de Realojamento, e que tiveram um impacto muito forte no tecido urbano, uma vez que transformaram edifícios muito degradados e conflituantes com a sua envolvente, em locais apetecíveis para habitar, e com as condições exigíveis em pleno século XXI. Estas intervenções garantiram uma posição deste território no mercado de valor imobiliário.
O objetivo é fazer do Morro da Sé uma parte viva do Centro Histórico e da cidade. Mostrar que se pode refazer património à luz de critérios desenhados e construtivos atuais, respeitando as premissas que fizeram chegar à classificação como Património da Humanidade, mas acrescentando “valor”, integrando novas premissas que respondem às exigências da vida contemporânea.